19 de novembro de 2009

Curiosidade

Curiosidade é o que faz meu Blogianinho andar e abrir portas o dia todo. Que faz minha Blogianinha entender que se juntar duas letras, você tem uma sílaba. Que faz Blogiano consertar tudo pela casa. E que me faz entender que cada dia será diferente do anterior. Que não adianta planejar, listar, entender. Observando é que se aprende e isso você só consegue vivendo o momento.
Aprendo todo dia uma coisa nova e quando vou me deitar à noite, me preparo para mais descobertas amanhã. Aprendo com pessoas grandes e pequenas, com quem acha que sabe tudo e com quem admite humildemente que não sabe nada. Aprendo comigo, com as coisas e com a natureza. Com meu psiquiatra e com a merendeira da escola. Com o tempo e o vento.

25 de outubro de 2009

Criança esperança à la mode

Você prá mim é problema seu. A maneira como você opta por criar seus filhos, idem. Mas posso endereçar algumas observações, claro. E aqui, na terra da oportunidade, é público e notório que os pais criam os filhos prá serem vencedores, seja nos estudos, nos esportes, no emprego.
E o caminho para 'chegar lá' varia, mas basicamente é assim: nada de televisão durante a semana, participação em projetos altruístas desde a saída do berço, aprender o máximo que puder e o mais rápido possível, praticar a maior quantidade de esportes que um corpo pode aguentar, ser extremamente popular, ajudar pai e mãe nas tarefas da casa, dentre outras tarefas. Tem até um método que ensina bebês a ler!!!
Eu não sei se isso é cultural, ou se eu nasci e cresci num mundo paralelo. Mas se eu visse meu Blogianinho, com apenas 17 meses, lendo um livro, eu acharia uma aberração! Qual a explicação razoável prá ensinar um bebê a falar ou se 'expressar' com 8 ou 9 meses? Será que o que se busca são crianças estrela, que se entendiam em sala de aula por já saberem ler desde que usavam fraldas?
E proibir TV? Como esses pais e mães entretém dois filhos enquanto preparam o jantar? Estudando? Gente, diversão e distração também são bons para o intelecto!!
Fui criada numa família grande, com mais um irmão e irmã. Frequentei escola paga por um curtíssimo espaço de tempo, pratiquei os esportes que possuíam times perto de casa, fiz ballet clássico porque o conservatório da cidade era de graça. Assisti televisão depois do jantar, brinquei na fazenda da minha tia subindo em árvore e fazendo guerrinha de barro com meus primos mais velhos. Fiquei de recuperação na sétima série por causa da bendita álgebra. Pixei muro, experimentei lança perfume e cigarro (gostos odiáveis e cabelo cheirando cinzeiro). Doava roupas, mas a maioria passei prá minha sobrinha.
E cá estou. Tenho uma carreira frutífera, congelada pela opção de criar meus filhos. Falo três idiomas e se não sei resolver um problema, aprendo. Me viro, costuro, escrevo, cozinho, cuido muito bem de crianças e sou boa ouvinte. Sou muito educada e me interesso por culturas, civilizações e religiões diferentes das minhas. E acho que tudo tem seu tempo. Acho que bom mesmo é ver seus filhos se desenvolvendo, crescendo, se interessando por conta própria. Acho ainda que nos tempos de hoje o que importa é a nossa participação, nosso companheirismo, nossa opinião. Filhos são mini pessoinhas, com caráter e personalidade próprios, e não robôs, projetados e customizados para nos satisfazer.
Viva "Os Trapalhões" aos domingos! Viva brincar de esconde-esconde, mesmo durante a semana! Viva apertar a campainha e sair correndo! Riscar a calçada prá desenhar uma amarelinha. Achar sermão na igreja longo e chato. Ganhar um jantar fora quando tirar nota boa, puxão de orelha quando tirar nota baixa. Viva ser criança!

8 de outubro de 2009

A falta de excesso ou vice-versa

Sou a favor de não escrever até que haja algo prá ser escrito. Não ao escrever à toa, só prá manter o blog atualizado. Por isso esperei... e esperei... e esperei. E nada de idéia genial. Ou estou ficando velha e sem mais nada prá ser dito ou ando alienada.
Mas é engraçado o processo criativo das pessoas. Tem gente que tem idéia às três da manhã, assistindo a um filme, olhando uma paisagem. Eu não. Minha cabeça fervilha o tempo todo. Ando pensando em andar com um bloquinho no bolso, porque aí sento e anoto o sonho.
Penso no tempo, na maneira como meus pequenos absorvem informação, na gripe suína, na fonte da juventude, no Pequeno Príncipe, o que vou comer no almoço. E quando vou prá cama à noite, penso em tudo que pensei e penso em como pensar pode melhorar minha maneira de pensar.
Às vezes sobra que derrama, outras vezes falta que seca. Mas não pára. Ando tão sôfrega que tentei ler quatro livros ao mesmo tempo. Tentei meditar. Joguei xadrez. Vou prá academia às 4h30 da manhã.
Pode ser pré-menopausa ou falta de chocolate, mas preciso focar. E vou começar já!... agora não, mais tarde. Ou agora?

16 de setembro de 2009

Estou de aniversário hoje. Um dos mais completos e felizes da minha vida. Cheguei à conclusão que quem gosta de mim, me ama. Meus filhos são saudáveis e cheios de energia. Meu marido, o fizeram e jogaram a fôrma fora.

Se desse prá engarrafar bons momentos, eu teria uma adega maior que minha casa. Se desse prá anotar cada sonho, teria uma biblioteca circundando a lua. Se eu costurasse uma colcha de retalhos com pedaços de amor que tenho ao meu redor, cobriria o planeta.

6 de setembro de 2009

Quando uma etapa chega ao fim

Esse texto tem tão a ver comigo que dá medo...!

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

Fernando Pessoa - texto recebido da cunhada, a Lets.

28 de agosto de 2009

Mais um enviado do diabo, só pode ser isso...

Não sei como vem sendo a cobertura aí no Brasil a respeito do caso da garota encontrada 18 anos depois de ser raptada e violentada. Ela foi mantida no fundo do quintal do homem que a raptou. Ela nunca foi à escola, nunca viu um médico, foi estuprada, teve dois filhos sem assistência e era mantida presa em um edícula.
Eu vejo notícias como essa e choro. Como se estivesse acontecendo comigo. Eu não sei de onde a família tirou forças para continuar vivendo. Só de imaginar me sinto zonza, sem ar...
Uma garotinha ter que passar por tudo isso só me mostra uma coisa: não dá prá descermos mais baixo que isso. Não costumo dizer que odeio pessoas, porque é um sentimento tão ruim que toma conta de mim, da minha vida. Mas o que sentir por uma pessoa que rapta, tira a inocência de uma criança e a trata como um objeto, jogada no fundo do quintal?
Tô sem palavras, doente e enojada. Deus nos abençoe.

11 de agosto de 2009

Sem tempo? Comprima.

Engraçado como tenho mania de comparar coisas. Prá saber se uma coisa é boa, comparo com a outra. Algumas das minhas teses:
- Filme x série: com a queda de qualidade nas produções cinematográficas atuais, prefiro a receita condensada, as séries. Me divirto em no máximo uma hora. Não pego fila e não pago o ticket. E assisto na hora que quero. Recomendo: Entourage, Friends (sempre), Mad Men, dentre outras.
- Facebook x não facebook: poderia muito bem viver sem facebook. Mas não quero. Não quero perder contato com amigos que não vejo há mais de dez anos. E os atuais. E adoro saber como vai todo mundo. Sem esquecer ninguém, sem ter que achar o email perdido. Rápido, aliás, instantâneo.
- Aula em grupo na academia x exercitar-me sozinha: até hoje eu era daquelas que corria na esteira e fazia pesos na academia, sozinha e na minha. Selecionava minhas músicas e lá ia eu. Mas hoje fiz uma aula de cardio-maxi-ultra-kickboxing. Tô acabada. Nunca fiz uma aula que me deixasse mais cansada e dolorida. E em uma horinha fiz cardio e peso. Outra vez, atividade condensada. Virei sócia.
- Ler no banheiro: bom, essa é auto-explicativa.
E tantas outras coisas. Fico pensando quem será o gênio que inventará uma máquina de lavar em cima de uma secadora de roupas, que quando termina de lavar, abre uma portinhola e joga as roupas lavadas para secar, automaticamente.

Liguem não, tomei um remédio prá enxaqueca que me deixou balão.


2 de agosto de 2009


E pensar que em pouco tempo tenho que me preparar prá mandar Blogianinho prá escolinha. Sim, ele ainda tem 14 meses, mas chega um momento na vida das crianças que mãe é ótima companhia, mas eles querem mesmo é brincar com outras crianças.
Acho tão engraçado como cada mãe lida com esse momento de forma totalmente diferente umas das outras: umas não vêem a hora, outras encaram de forma natural essa transição, outras sentem como se um pedaço do seu coração fosse tirado de você. Me encaixo nesse terceiro grupo. É do meu menininho que estamos falando! Aquele que adora pão com manteiga de manhã. Que senta no degrau da escada prá colocar os sapatinhos. Que pede prá subir no cadeirão quando quer comer. Que aponta a chupeta prá dormir. Que vem no meu colo e fica beliscando minha barriga. Que adora dar beijos estalados. Que aprendeu a mostrar a língua. Que ama passarinhos...
Se eu soubesse que nossa vida voa tão rápido quando os filhos nascem, teria apertado a tecla de 'slow motion' quando eles nasceram. Porque são dias e noites de intermináveis delícias e aventuras, e a vontade da gente é de aninhá-los debaixo da asa e ouví-los respirar bem baixinho....

PS.: Ganhei essa gansa da foto do Blogiano... será que ele quis insinuar algo?

31 de julho de 2009

Este blog anda sem idéias... a dona dele anda exausta e se sentido meio ... , sabe?

Volto quando tiver algo prá agregar na vida de todos.

Blogiana

18 de julho de 2009

Dica Blogianística Cinemalógica

Sabe aquele tipo de filme que você já assistiu 500 vezes e toda vez que passa você assiste de novo? E é sempre gostoso? E você sempre chora no final? E depois fica de ressaca, pensando, pensando. Esse filme prá mim é o "The Waitress". Toda vez que assisto, choro. Ou rio. Ou acho um pedacinho que eu ainda não tinha prestado a devida atenção.
E é o tipo de filme que voou debaixo do radar, como dizem por aqui. Mas vale a pena ser visto e revisto. E deliciado (ela faz umas tortas de nos deixar com água na boca - receitas das tortas do filme aqui).

Assista e depois me conta o que você achou... na cena do nascimento do bebê, a sensação que ela tem é exatamente a que tive. Duas vezes.